terça-feira, novembro 22, 2011

Dia do músico

As infâmias a seguir serão mais bem compreendidas ouvindo este som no momento da leitura...




O que diabos seria um músico? Alguém que produz música? E o que diabos - e todas as suas versões - seria música??? Vamos estender. O que diabos seria um artista?? O que produz arte???

Em nossa sociedade, que se utiliza da premissa "diga quanto ganhas que te direi quem és" convenciona-se utilizar do empreguismo, do profissionalismo, para o cabra dizer o que diabo ele venha a ser. Um reducionismo. Uma pessoa só pode ser isso porque vive disso. Pronto. E tem gente que acha isso bonito. E outras centenas de milhões mais. É coisa inconteste. É o sistema... o sistema. 

O ato de "playar" - como bem nos foi sugerido pelos Mamonas Assassinas - é PRATICAR nosso OUVIR. Aquilo que mexe conosco, com nossa psiquê, com nossos nervos. Pode nos satisfazer individualmente ou coletivamente, sob rito de celebração. Este último ocorre em oportunidades ímpares para quem não se categoriza conforme nossos "diabos" do início deste ínfimo post. A vida se dá além dessas "diabices". Ou, sendo mais prudente, a vida é o entreposto entre o "profissional" e a plenitude do ócio.

Viagens à parte, desejo um FELIZ DIA DO MÚSICO (!!!) a todos e todas que VIVENCIAM ela, a música, seja desfilando um solo avassalador de guitarra ou simplicissimamente assoviando uma melodia qualquer que só rola em sua cabeça. Afinal, isso é só para loucos... caretas, não! Vivamos o exercício da liberdade...

sábado, novembro 19, 2011

Momento Musical VIII

E a trilha sonora do final de semana vem do nosso conterrâneo Zé Ramalho. Paraibano de Brejo do Cruz, o gajo nos brinda com uma célebre carreira, presenteando-nos com grandes pérolas da música tupiniquim. No disco "Por aquelas que foram bem amadas", o homem revela a influência que o Rock'n'Roll tem em sua produção.

Vamos nós, então:


quinta-feira, outubro 20, 2011

Rock com sotaque violeiro

Gente, o Rubão não tinha o que fazer. E que ótimo! Ocorre que o dito descobre, nas fuçadas de sempre pela NET, este trabalho fantástico, um puta projeto. O Ricardo Vignini e o Zé Hélder são professores de viola caipira e fissurados em Rock'n'Roll. Resultado??? Essa beleza de fusão:





Existem muitas fusões musicais por aí. Não consigo entender que pessoas torçam a cara pra coisas desse tipo. Em se tratando de música pop (não peguei tão pesado com o Maiden, sou fã, posso dizer, hehehe), muita coisa foi inventada nos anos 50, 60, 70 e 80. Chega a ser covardia exigir tais lides dos contemporâneos, o que de forma alguma implica em menosprezo pelos ditos, muito pelo o contrário. Cada qual pode beirar à perfeição no seu cada qual. Muitas cervejas jorraram pelas goelas nos quase sempre acalorados debates (não é mesmo confrades Japa, Vandílson, Rubens, Rômulo, Jory, Jocivan (Mifô) e Jeffu?!). Portanto, nada mais original nestes idos que fazer a miscigenação das invenções, ainda mais trilhando caminhos com expressões musicais tradicionais. Isso orienta, inclusive, os rumos do Arlequim Rock'n'Roll Band há um bom tempo.

Parabéns aos caras pela sacada. Eles gravaram um disco inteiro com clássicos do Rock'n'Roll sob essa égide, o Moda de Rock. Deleitem-se...

sábado, outubro 15, 2011

Chico... 2011



Cinco pras duas da manhã.

Nesses dias, nos últimos 5 anos, por aí, não há nada como escavacar a NET. Já disse isso. Até no Gazeta do Alto Piranhas fora publicado, fato que muito me orgulha. A tal vida na "Aldeia Global" remete-nos a uma busca desenfreada pela tal, MAL ou BEM dita, informação. Como tudo nesta vida de Dio Mio, há que não esquecer-se do MALDITO preço. O preço é deixar o principal fora do resumo. É tanta coisa pra dar conta que por vezes a essência fica por alguma esquina, num bar, enquanto seguimos adiante sem ao menos dar-nos conta.

Ocorre que o Chico Buarque de Holanda lança, depois de 5 anos de espera, dedicados à assuntos libroriuns; lança um novo disco. Não, não dei um "furo" de informação. Desde Julho que está no ar, nas lojas, ou na NET (hehehe... lembrem-se, 24 horas, depois apagar e tal...) e o babaca aqui descobriu agora.

Nota: Pela primeira audição noto que não se trata de mais um disco do cara. Percebi um quase blues, quase samba, quase baião, quase rock... Esse é o Chico. Impossível atirá-lo na masmorra dos estilos, das vertentes. O dito cerra fileiras ao lado de Raul, do Dylan, Do Caetano (e sua troupe tropicalista), de tanta gente...

Paro por aqui por questões etílicas...




terça-feira, outubro 11, 2011

Com a Palavra (II)... Renato Russo

Comparado a muita gente (muitíssima, na verdade) nunca reservei muitas "oiças" ao trabalho do Renato. Sempre achei ter acumulado o suficiente pra discutir sobre ele e a Legião Urbana com amigos/as e colegas. Lembro que o que fiz de grande coisa (pra mim, claro) foi ler um livro, "Renato Russo de A à Z", com opiniões do gajo sobre uma diversidade de assuntos. Sua opinião sobre o disco Atom Heart Mother, do Pink Floyd, o famoso "disco da vaca", em que ele desce a lenha, me foi o bastante pra procurar outra coisa pra fazer. Passado um tempo, mais amadurecido, procurei entender essas e outras opiniões dele. Na realidade, mesmo compreendendo o contexto cultural do movimento Punk, da qual sempre dediquei respeito, no conceito e na forma musical, meio a qual nosso caro Manfredini fora forjado; exigi certo distanciamento intelectual por entender que ele, por questões próprias, iria além deste meio, na filosofia do "além", "mais adiante". Isso se comprova com seus discos em final de vida material. Outros sons, outras nuances e perspectivas.

Passado o tempo, mais "zen" sobre muita coisa, compreendi que fui precoce ao procurar entendê-lo. ELE TINHA COISA MAIS URGENTE PRA FAZER. Tinha um público sedento. O país vivia uma efervescência sócio-cultural e política. Aproveito pra deixar clara minha total discordância com aqueles que dizem que a década de 80 fora perdida. Muito pelo contrário. Foi quente, dinâmica, com reflexos bastante visíveis até hoje. Uns bons e outros ruins, óbvio. Mas voltando ao Renatovisk, ele, sem sombra de dúvidas, foi O POETA de sua geração, talvez por suas tais questões próprias, um cara de destacada formação intelectual em seu meio underground. Mas, creio que, junto ao intelecto e principalmente, sua ENORME SENSIBILIDADE do sentimento jovem. Os sentimentos, as angústias, as penúrias de um grupo social entregue às baratas, ao "que se foda" pelos proprietários do poder, em todos os âmbitos, da família ao Estado, perpassando pela divindade institucionalizada. Pergunte a qualquer jovem que imagina a vida além da Dança da Rã (e suas consequências imediatas da noite...) e verá que a idéia sobre o Renato será essa.

"Chovi no molhado". Seu trabalho fala por si só. Por isso, nada de entrevistas ou falações. Com a goela, passados 15 anos de sua repentina passagem por este plano... Renato Russo:





quarta-feira, outubro 05, 2011

Momento Musical VII


Parabéns ao Nenhum de Nós pelos 25 anos de carreira.

Poderia mandar "Camila, Camila" ou "O Astronauta de Mármore" (versão de "Starman", do David Bowie). Eles foram massacrados pela crítica, ao serem taxados de banda de um hit (ou dois). Sacanagem, OS CARAS TÊM UM MONTE DE COISA BOA. Essa abaixo é uma delas. Tem muitas outras, "Jornais", "Fuga", "Ao meu redor"... um monte. Cresci ouvindo isso.

sábado, agosto 20, 2011

Especialíssima



"E desde então, sou porque tu és
E desde então és
sou e somos...
E por amor
Serei... Serás...Seremos..."

(Pablo Neruda)


Momento Musical V

Tudo perfeito. Sintonia simétrica entre impressão, movimento e sonoridade. Somente a arte nos possibilita, DE FATO, a beleza.

Trilha sonora do Apocalyptica


quinta-feira, agosto 18, 2011

Carrazêra

O lúdico vem para destroçar-me. Um sorriso é ensaiado quando lembro e realizo em mente aquilo que vivi e o que não vivi, porém com testemunho de pessoas que me são muito caras. São gentes às quais possuo vínculo familiar, uns de sangue, outros por maioria de votos (tão valorosos quanto). O contexto de uma pessoa é forjado com pessoas, lugares e suas culturas. O meu nasce em Cajazeiras, desde o enlace matrimonial do Seu Zequinha (in memorian) com a Dona Toinha. Somente nasci na terra do Açude Grande. Nós, a família Nogueira Dantas, a primeira por parte de mãe e a segunda por parte de pai, engrossamos às fileiras (largas fileiras...) daqueles/as que àquela época buscavam, não melhores mas, de fato, condições dignas de vida. Aquela história de subsistência não cola comigo. Eu procuro viver, não subviver. Pronto. Fomos pra Mauá, no badalado ABCDM, região industrial de São Paulo. Eram meandros de 1986 e eu com poucos meses de existência. Lá morei auspiciosos nove anos, quando retornomos à terra das cajaranas (não muitas hoje - sendo mais certeiro, quase nenhuma), d'onde vivo (resido e atuo) até os dias de hoje. E são muitas as resenhas que guardo a sete chaves.

Tudo isso pra dizer que trago cá comigo total identificação com Cajazeiras, a despeito da parca idade. A identificação que mama mia tem com nossa urbe (nascida e criada) fora incorporada por mim. Os logradouros, as praças, as vielas, as escolas, a universidade, o NEC, as inúmeras casas que frequento, o estádio de futebol... foram e são palcos por onde atuei e atuo. Aqui apanhei, bati (normalmente nessa ordem), construí com muito orgulho aquilo que me sagrado: os afetos de pessoas que me são caras, dos essenciais, parafraseando a Laurita Dias. "Terra querida, lugar que eu vim", cantarola o Fernando Inácio.

Para coroar a ode e o ludismo a esta terra reproduzo dois vídeos achados na net sobre. Não são do meu tempo, mas no de minha mãe. O primeiro mostra a tradicional feira livre, que assim como as praças e o campo se constitui num lugar de convivência social e ambiental. Trilha sonora do Tocaia, grupo nascido neste meio todo. Na sequência um vídeo panoramizando a cidade através do Cristo e closes em alguns outros cartões postais da cidade. A trilha é feita por uma fanfarra, que bem poderia ter sido a tradiconal Orquestra Santa Cecília.





PS - Tou de malas prontas pra João Pessoa. Começarei lá uma nova jornada profissional e pessoal (impossível dissociar), mas o feedback com este lugar permanecerá para todo o sempre, Amém.






quarta-feira, agosto 17, 2011

Com a palavra (I)... Marcelo Nova

Seguindo a tradição deste nefando espaço, inauguro uma nova série no blog com falas de pessoas que tem algo a nos dizer. São entrevistas, pequenos documentários, poesias, crônicas ou o que o valha. Fui motivado a fazer isso por entender que minhas falas ou os momentos "UTILIDADE PÚBLICA" e "MUSICAL" não são suficientes pra compartilhar do que penso. Até porque soa como sacanagem não registrar aqui no Visão Noturna as falas, pensamentos e intencionalidades das pessoas que de alguma forma orientaram e orientam minha caminhada de construção de conhecimento. A provável não densa periodicidade dos posts - elemento sempre presente (ou seria ausente?!?!) neste blog - não se dará por outro motivo senão a total indisciplina que tenho aqui (em outros lugares também...). E a sequência dos atores não dar-se-á por hierarquia de importância, detesto isso. São coisas que pintarão na mente em momentos oportunos. Isso varia muito conforme o cotidiano da existência do sujeito. Quem sabe não caio em contradição de opiniões que concordo, seja qual for a antítese. Será perfeito. Indicará que estou no caminho certo. Vivam às contradições! Também não pensei em algo robusto, como teorias da sociedade ou da psiqué humana. Teóricos, poetas, filósofos do cotidiano... loucos! Esses estarão aqui. E isso será desenhado paulatinamente, sem pressa. Já disse... sou indisciplinado. Esquecimentos graves ocorrerão, sem dúvida. Só cometemos equívocos quando nos dispomos a fazer algo.

Eis que abaixo reproduzo, então, entrevista realizada com um de meus ídolos da adolescência: Marcelo Nova, líder da célebre banda baiana Camisa de Vênus. Detenho predisposição à figura do cara rabugento, ácido - do verdadeiro chato de galochas, aliado à veia do Rock'n'Roll agressivo, contestador (de qualquer coisa que for... qualquer uma). Paro pra ouvir esses caras porque sempre se há algo de valioso. São verdadeiras relíquias que guardo cá comigo. Os mais chegados não se encabulem caso percebam algo que veio daí ou de outras falas. É mais que normal incorporá-las. Por isso sempre soou-me estranho quando pessoas falarm em autosuficiência ou congêneres. Coisas do tipo "eu, eu mesmo, somente eu". Pior, "descobri sozinho".

Sobre o fato do primeiro da lista ser o Marcelo Nova, remonto ao que disse no parágrafo anterior. Não há hierarquia ou qualquer tipo de sequência (cronológica, linhas de pensamento...). A coisa desenvolver-se-á meio que anárquica mesmo, como nosso guru abaixo.

COM A PALAVRA, Reverendo (pelo menos pra mim e pro Chorão, do Charlie Brown Junior Marcelo Nova:




Levante Sua Voz

Ótima produção realizada pelo pessoal da Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung. Com o humor ácido também presente no célebre Ilha das Flores os caras trazem elementos essenciais para a discussão acerca do cerceamento da comunicação de mídia realizada pelas forças ocultas (não tão ocultas assim...) da sociedade (???) tupiniquim. Serve demais pra entendermos de uma vez por todas que nossos "pensar" e "agir", coletivos e/ou individuais, são umbilicalmente influenciados por nosso meio, nossas mídias, o que ouvimos, lemos, vemos, interagimos, etc... etc...

Objetivo, claro e acessível...


Intervozes - Levante sua voz from Pedro Ekman on Vimeo.




Créditos:

Roteiro, direção e edição: Pedro Ekman
Produção executiva e produção de elenco: Daniele Ricieri
Direção de Fotografia e câmera: Thomas Miguez
Direção de Arte: Anna Luiza Marques
Produção de Locação: Diogo Moyses
Produção de Arte: Bia Barbosa
Pesquisa de imagens: Miriam Duenhas
Pesquisa de vídeos: Natália Rodrigues
Animações: Pedro Ekman
Voz: José Rubens Chachá

terça-feira, julho 12, 2011

Mês dos Rocks

A despeito da ausência neste espaço, não poderia deixar de registrar três fatos ocorridos neste mês - julho. O primeiro é que amanhã comemoraremos mais um DIA MUNDIAL DO ROCK. Verdade que temos 'uma ruma' de dias dedicados ao Rock'n'Roll, mas não deixemos de lembrar este. O 13 de julho faz alusão ao festival Live Aid, realizado pelo ator e músico Bob Geldolf em 1985 para angariar recursos e utilizá-los no combate à fome na África.

Bob Geldolf nos lembra Pink Floyd. Por quê?? O gajo foi quem interpretou o protagonista Sr. Floyd no filme The Wall (versão cinematográfica do disco duplo lançado pelo Pink Floyd em 1979). E o que cargas d'água isto tem a ver com este mês?! Simples e perfeito! Com isso adentremos ao nosso segundo fato: O Roger Waters, ex-líder do Floyd, está em turnê com o show The Wall! E recentemente foi divulgada sua passagem por terras tupiniquins em março do ano vindouro (2012). É simplesmente o conceito do disco, somado ao cenário e enredo do filme, tudo junto em um palco gigantesco, com a construção do muro (wall em inglês) no decorrer da apreentação, com sua posterior queda na última canção . Quem viu o show The Wall Live in Berlin sabe do que se trata. Assistam ao filme também. Muita filosofia, sociologia, antropologia, psiquiatria... 'ias' aos montes...



Nosso terceiro fato que merece registro trata-se do show do Pouca Vogal a ser realizado hoje à noite no Crato-CE. Já me reportei sobre os caras em postagem anterior, mas vamos lá. Trata-se de um projeto pensado e realizado pelo Humberto Gessinger (dos Engenheiros do Hawaii) e o Duca Leindecker (do Cidadão Quem). A banda auto conceituada como "a menor banda do rock gaúcho" é formada em Power Duo (Gessinger + Leindecker) com os caras se revezando em diversos instrumentos ao mesmo tempo, utilizando-se dos pés (!), inclusive. O PV com certeza é uma ótima pedida.

É isso.



PORTANTO... FELIZ DIA DE AMANHÃ A TODOS E TODAS QUE CURTEM E VIVENCIAM ESTE MODUS VIVENDI!

segunda-feira, maio 16, 2011

Momento Musical IV

O destaque do momento não haveria de ser outro... Momento histórico no momento musical...






E não foi somente o Gilmour quem apareceu. O Nick Mason deu as caras por lá também. Pink Floyd!! Só faltou o Wright, em saudosa memória. Poderia guardar este outro vídeo para outro momento, mas não dá, né?! Convenhamos...



domingo, maio 08, 2011

Dia das Mães 2011



Flor Mamãe

(Ângela Maria)

Andei por todos os jardins,
Procurando uma flor pra te ofertar,
Em lugar algum eu encontrei,
A flor perfeita pra te dar,
Ninguém sabia onde estava,
Esta flor, mimosa perfeição,
Ela se chama flor mamãe,
E só nasce no jardim do coração.

Enfeita nosso sonho,
Perfuma nossa ilusão,
Flor divina eu suponho,
Faz milagres em oração,
Neste dia de carinho,
Quero senti-la no peito,
Inebriando minha alma,
Flor mamãe.

Enfeita nosso sonho,
Perfuma nossa ilusão,
Flor divina eu suponho,
Faz milagres em oração,
Neste dia de carinho,
Quero senti-la no peito,
Inebriando minha alma,
Flor mamãe....

sexta-feira, maio 06, 2011

quinta-feira, abril 21, 2011

Momento Humor I

Pegando a deixa da valorização cultural de nosso povo, um "causo" hilário... kkkkkkk.


Forró, plásticos e afins...

Ao limiar de um novo governo por estas bandas, vi com bons olhos a indicação do Chico César para responśavel por uma Secretaria emergente na PB, a de CULTURA. Referendado por uma administração que me pareceu decente na FUNJOPE (Fundação de Cultura de João Pessoa), uma já antiga percepção do que significa cultura e seu fomento, e, trazendo para uma questão bem local nossa, a solidariedade refletida em sua apresentação GRATUITA (coisa difícil em eventos longe, mas longe mesmo, do mainstream) para um evento beneficente (pra angariar grana pra reconstrução da sede da CPT de Cajazeiras), o Chico tinha todos os motivos pra ganhar minha credibilidade. Partindo dessa premissa, devemos, porém, analisar criticamente os serviços por ele prestados. Em se tratando de governos devemos tratar bem as tais "pulgas atrás da orelha".

Num desses serviços meus olhos encheram-se, levando-se em conta os dias desleais aos quais vivemos: Suas últimas declarações. Dizia ele que o Estado não iria financiar cachês de bandas de "forró de plástico" (de forró isso não tem nada - já me posicionei sobre esse rótulo numa ocasião ou outra) pra esse São João. Sem querer entrar no mérito da "psicanálise" que isso se tornou na mídia, o sr. Secretário honra os valores de uma festa TÍPICA, tradicional e de resgate de uma identidade. Pronto! Por si só, isso LEGITIMA a postura do ente público numa pasta com a alcunha de Cultura. Como se não bastasse, existe ainda um MARCO LEGAL, a lei estadual 9.027/2009 que dispõe sobre o patrocínio do Estado nas festas juninas. Acompanhando o twitter, tem gente metida a "entendida" do Direito que quer enfiar "entendimentos" pra justificar o financiamento ao plástico, ao código de barras, no forró. Gente, qualquer iniciante na música sabe que o único vínculo dessas PORCARIAS (e isso eu posso falar, já que não ocupo posição de destaque em canto nenhum, hehe) com o forró é o espectro econômico/midiático. Este tipo de "música" é muito mais ligado ao histórico processo de (des)desenvolvimento da música Pop que qualquer outra coisa. Tem muita gente ganhando dinheiro com isso (empresários, políticos e alguns babões de plantão...). É um negócio da China, fato. O cara agencia uma banda em um evento, o poder público garante o negócio, a iniciativa privada patrocina pois é certeza de casa cheia e seu consequente retorno, e todo o lucro recorrente se dá de forma tripla, quadruplicada. E não pensem os senhores e as senhoras que são pequenas as cifras. E dinheiro demais, homi! É todo um complexo do entretenimento que sofre a paulada. E aí está a ira. Já pensou em perder a boquinha?! Quem não está aí categorizado revolta-se de forma ingênua, no mínimo. Melhor do que procurar definir o que seja ou não forró, é enxergar politicamente o que significa este "não apoio" do governo. A festividade junina não é simplesmente uma forma de música, um show, mas um modus vivendi cultural, formas de vivência e convivência num grupo social. E ao que me consta, isso não siginifica fazer a "dança da rã"... Pergunto a todos/as? Onde vocês enxergam valorização cultural nisso aí?

E se alguém ainda queira insistir, posso até desistir da perspectiva e inscrever o Arlequim Rock'n'Roll Band no Xamegão de Cajazeiras 2011 e pleitear um cachê de 80 mil reais, já que ninguém delimitou o que é ou não forró autêntico... Tenha paciência...

Rogo para que o governo sustente essa medida. Parabéns pela coragem! Sinto-me contemplado...

Me recusei a entrar na seara do significado cultural e educacional dos tais plásticos por receio de ser fatiado em 313843843664133 pedaços por um bando de ferormônios ambulantes que transladam livremente por aí...

PS - Nota explicativa do homem sobre o ocorrido.

sexta-feira, fevereiro 18, 2011