sábado, janeiro 03, 2009

Tempo...


Enfim, o ano-novo... Pensei que 2008 não acabaria mais. E pra ilustrar um pouco a sensação acerca do TEMPO, figura carimbada em meus pensamentos quando adentro em um janeiro - coisas do tipo: "poxa, já estamos em 2009.... to ficando velho,... a vida vai passando... tanta coisa deixei de fazer..." - vai aí um belíssima construção poética sob a temática:


Time - Pink Floyd
(Mason, Waters, Wright, Gilmour)


As horas passam marcando os momentos
Que se vão, que formam um dia monótono
Você desperdiça e perde as horas
De uma maneira descontrolada
Perambulando num pedaço de terra
Na sua cidade natal
Esperando alguém ou algo
Que venha mostrar-lhe o caminho

Cansado de deitar-se na luz do sol
De ficar em casa observando a chuva
Você é jovem e a vida é longa
Há tempo de viver o hoje
E depois, um dia você descobrirá
Que dez anos ficaram para trás
Ninguém te disse quando correr
Você perdeu o tiro de partida

E você corre e corre para alcançar o sol
Mas ele está indo embora no horizonte
E girando ao redor da Terra para se levantar
Atrás de você outra vez
O sol permanece, relativamente, o mesmo
Mas você está mais velho
Com o fôlego mais curto
E a cada dia mais próximo da morte

Cada ano está ficando mais curto
Nunca você parece ter tempo.
Planos que tampouco deram em nada
Ou em meia página de linhas rabiscadas
Insistindo num desespero quieto
É a maneira inglesa
O tempo se foi, a canção terminou
Pensei que tivesse algo mais a dizer

Meu lar, meu lar de novo, eu gosto de estar aqui quando posso
Quando eu chego em casa com frio e cansado,
É bom esquentar meus ossos do lado do fogo
Muito longe atravessando o campo o badalar do sino de ferro
Chamam os fiéis para os seus pés
Para escutar as macias palavras magicas faladas.

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Feliz 2009

...
E lá se vão mais 365 dias... Engraçado como as promessas são inevitáveis. A gente pensa em modificar certas posturas, certos posicionamentos, e acaba por não perceber que a vida é um processo e a gente não pode anular aquilo que fizemos e que, por consequência, carregou-nos até aqui. É uma uma Infinita Highway mesmo, como nos diz o Gessinger - às vezes uma estrada sem volta, com umas curvas, no mínimo. Tragam o necessário para o ano que se alumia e avant! Portanto...



... DESEJO QUE OS AMIGOS E AMIGAS TENHAM MAIS 365 DIAS DE VIDA PLENA E HARMONIOSA AO LADO DOS SEUS...


FELIZ 2009!!!


PS: Eu vou ver o que faço por aqui... preciso perder umas massas, aprender mais sobre contra-baixo (quem sabe brincar um pouco com a guitarrinha...), não parar de ler em meio a uma burocracia de papéis... bom...



terça-feira, dezembro 30, 2008

Richard "Rick" William Wright

Pêsames tardios. Isso nos remete a algumas considerações:


(Londres, 28 de Julho de 1943 — Londres, 15 de Setembro de 2008)

Perdemos mais um "dinossauro" da música do mundo. O Wright foi um dos grandes instrumentistas/compositores que iluminaram os 70's com suas sequências alucinantes nos teclados do Floyd. Munido de uma criatividade espetacular o dito foi o grande pilar de sustentação da maior interação do Progressivo com a música pop: o som floydiano. Peço desculpas mil ao pessoal da música psicodélica e seus longos, longos, longos processos musicais. Concordem comigo: JAMAIS ALGUMA MÚSICA DESSAS TOCARIA NAS RÁDIOS E GANHARIA A ACLAMAÇÃO DA MASSA ACOSTUMADA COM O "PEI-BUFF" DO SOM POP. O Pink Floyd não. Esse sabia aliar o progressivo, a música experimentada, às exigências da indústria musical. Não que o Floyd tocasse música óbvia e de fácil assimilação... mas, também não era um "Yes" (mais uma vez, desculpem-me os fãs do progressivo... acreditem... também sou um...). Mudando um pouco de assunto sem, contudo, fugir ao tema...

... estamos vivendo um "cretáceo" da música produzida no seio da indústria cultural. O pop - aquele pelo qual nos acostumamos a gostar desde o advento do Rock'n'Roll, subsidiário da música do mundo, ao lado do jazz - vem entrando num momento de certa crise em sua produção. Não se vem utilizando do mínimo critério de seleção de construções poéticas e rítmicas para a criação de um sucesso, de um hit. Foi-se, mesmo, a "era de ouro" do rádio e coisas do gênero. Um exemplo: nesses dias estava a ouvir uma entrevista com o Flávio José - isso mesmo, o sanfoneiro paraibano - onde o mesmo falava que com o advento da desgraça injustamente chamada de "forró" eletrônico, sua carreira tornou-se um tanto quanto à margem dos refletores da mídia. Isso acontece no mundo inteiro. Quer outro exemplo? Conversando com o Tomás, um amigo alemão, o dito fala da quase que extinta música raiz alemã. O que mais rola lá na "terra dos galegos" é a Black Music americana e seus pancadões - que de música negra americana não tem nada... Vejam só, no Primeiro Mundo... São muitos os exemplos. E, voltando ao Wright, vemos os dinossauros da música pop ficando velhos e morrendo...

É... A COISA ESTÁ FEIA...


Gênese



******** Saudações a todos e todas ********


Este será um espaço a qual colocarei minhas opiniões - ou as visões, como queiram - acerca do que vi, do que não vi, do que ouvi falar por cima e por baixo. O nome escolhido foi, segundo este insolente, mais que apropriado: Visão Noturna. Um olhar de quem procura visualizar o dark side of the moon, plagiando o pink floyd; observar não só o óbvio das versões acerca do que se passa, mas aquilo que fica no ar; as intenções do que se escreve, do que se pensa. Ou os amigos e amigas pensam que realmente existe esse troço chamado imparcialidade!???


Sem muitas delongas, aqui não há intenções "academicamente absolutas". É o olhar de quem está no meio da rua, dos becos e botecos, ou em casa viajando pelas vias dos links, dos html's e afins, falando sério sem a pretensão da chatice... um olhar das tabernas, pois...

--- x ---

PS: Este template (formato) não é definitivo. Aliás, fico pensando se há como ter um template definitivo no meio de tantas opções, hehe. Vida longa a Net, este espaço de interação do conhecimento... PRA QUEM SABE USAR, CLAAAARO...